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O Tomás, que não acreditava no Pai Natal

02 dezembro 2009

Era uma vez um menino que não acreditava no Pai Natal e fazia troça de todos os outros meninos da escola, e dos irmãos e dos primos, e de qualquer pessoa que dissesse que o Pai Natal existia mesmo e vivia no Pólo Norte.

— Isso são histórias para bebés — dizia o Tomás.

E quando via alguém a escrever uma carta ao Pai Natal, tentava agarrar o papel e, se conseguia, rasgava-o mesmo! E dizia que não era nada um dos anões do Pai Natal que vinha buscá-la.

O Tomás ia para a escola todos os dias de autocarro. A mãe levava-o até à paragem e, se fosse preciso, ele ficava lá sozinho um bocadinho à espera que o autocarro passasse. Naquele dia foi assim que fez. Mas estava tão distraído que nem reparou que o autocarro era encarnado e não cor-de-laranja. E quando ia mostrar o «passe» ao condutor, deu um salto de susto:

— O que é que faz uma rena de nariz encarnado a conduzir um autocarro!? — gritou ele.

A rena é que não ficou nada incomodada com a má-criação do Tomás e respondeu a rir:

— Sempre guiei este autocarro!

— Mas para onde é que ele vai? — quis saber o Tomás, já muito aflito.

— Para o Pólo Norte, claro. Temos de que levar pessoas de todo o mundo para ajudar a tratar dos presentes para o Natal, e por isso vimos buscá-las a casa, porque há muito poucos aviões para lá… e são muito caros.

— Mas o Pai Natal não existe e o Pólo Norte também não! — exclamou o Tomás, furioso, a bater com força com as mãos no varão onde as pessoas se seguram para não cair.

Aí ouviu-se uma gargalhada enorme, que encheu o autocarro todo. O Tomás virou-se para trás e viu que os lugares estavam todos cheios de pessoas, de duendes e ursos, e de anões e de rapazes e raparigas como ele. Iam todos para o Pólo Norte ajudar o Pai Natal, e achavam que a frase do Tomás era a mais idiota que já tinham ouvido:

— Ah, és daqueles que não acreditam em nada que não vejam — disse um duende, de orelhas em bico e chapéu verde, enfiado quase até aos olhos.

— Também não precisas de esperar muito para acreditar, porque daqui a duas horas estamos lá — acrescentou um anão, de picareta pousada no banco do lado.

O Tomás pensou: «Desde esta história dos atentados, não deviam proibir de entrar nos transportes públicos as pessoas que trazem picaretas de pontas afiadas?!»

Mas calou-se e não disse nada, porque se havia coisa que detestava, era que fizessem troça dele. Fazer troça dos outros, como fizera com todos os que acreditavam no Pai Natal, era divertido, mas ser gozado era completamente diferente…

Sentou-se no primeiro banco que viu vazio. Ufa! Ainda bem que não tinha uma daquelas criaturas sentadas ao lado a seringar-lhe o juízo.

Quando um urso polar pequenino se virou para trás e lhe deitou a língua de fora, o Tomás ainda explodiu:

— Quando a minha mãe disser à polícia que desapareci, vocês vão ver!!!

Mas aí a gargalhada ainda foi maior:

— A polícia não anda atrás de meninos que estão à guarda do Pai Natal! — disseram todos em coro.

E o Tomás achou mesmo melhor não voltar a abrir a boca.

Foi olhando pela janela e percebeu que o autocarro já não tinha as rodas na estrada, mas voava pelos céus.

O dia tinha-se transformado em noite e o Tomás, que sabia alguma coisa de geografia, percebeu que estavam a ir para muito longe. Lá ao longe via neve, e estrelas… quando na terra dele ainda eram hora de estar na escola.

— Pólo Norte, última paragem! — ouviu-se a voz da rena-motorista a gritar.

Toda a gente se levantou e começaram a empurrar-se uns aos outros, tal era a pressa de sairem.

O Tomás esperou que se fossem embora e ficou ali sem saber o que fazer. Talvez o autocarro voltasse agora para Portugal e passasse outra vez na rua dele… E assim ele voltava para casa, sem se assustar mais. Porque o Tomás estava assustado… E um bocadinho envergonhado.

Mas não teve sorte nenhuma, porque, quando levantou os olhos, viu o Pai Natal em pessoa, de pé, parado ao lado do banco onde estava sentado.

— Não me vens ajudar a fazer presentes de Natal? — perguntou o senhor de barba muito branca.

«Realmente, parece o Pai Natal», pensou o Tomás, «se o Pai Natal existisse, claro». E porque o Tomás era teimoso e não gostava de dar o braço a torcer (quem é que gosta?), ainda estendeu a mão para puxar a barba, não fosse isto tudo ser um teatro e o Pai Natal um daqueles velhos que trabalham nos centros comerciais. Mas a barba não saía, e o Tomás percebeu que nada daquilo era um sonho e que estava mesmo no Pólo Norte. E que aquele era o Pai Natal de carne e osso.

E como o Tomás era casmurro, mas não era burro, percebeu que se tinha enganado e que, já que estava ali (e ainda por cima não tinha de ir à escola!), o melhor era divertir-se o mais que podia. Durante muitos dias, ajudou a fazer e a embrulhar presentes para todos os meninos do mundo, e ficou muito amigo de duendes, anões, ursos e renas, e de todas as outras criaturas estranhas que por ali apareciam.

Mas, uma noite, não conseguiu adormecer. Não queria dizer nada a ninguém, mas estava triste porque sabia que não tinha mandado nenhuma carta ao Pai Natal e que, por isso, não ia receber presentes.

— E até é bem-feito, para ver se aprendo a não ser estúpido — pensou baixinho o Tomás, cheio de remorsos por ter rasgado as cartas dos irmãos mais pequenos e de ter troçado tanto dos amigos.

Mas, na manhã seguinte, o Urso Polar Grande, que era tio dos mais pequeninos, veio ter com ele às escondidas e deu-lhe um papel e um lápis:

— Escreve depressa a tua carta, que eu depois meto-a no cesto das cartas que o Pai Natal ainda não abriu.

O Tomás nem queria acreditar na sorte que tinha! E escreveu, escreveu e escreveu, porque sabia que era tudo verdade.

Na noite de Natal, o Pai Natal levou-o com ele no trenó e deixou-o cair pela chaminé com os presentes para a mãe, para o pai e para os irmãos. A mãe nem ligou aos presentes dela, só queria pegar no Tomás ao colo e enchê-lo de beijinhos. O Tomás dizia:

— Blhec, mãe, não me lambuze todo… — mas continuava muito encostadinho a ela.

A mãe fez-lhe um leite com chocolate quente e, quando ia metê-lo na cama, disse:

— E já foste ver se o Pai Natal te deixou alguma coisa na tua Meia de Natal? – (nesta casa punham meias ao fundo da cama, em lugar de sapatos na chaminé).

Mas o Tomás abanou a cabeça e respondeu:

— Acho que não tenho nada, porque o Pai Natal deixou-me cá com todos os presentes e eu não vi nenhum para mim.

Só que, quando olhou para a meia, ela estava cheia de presentes até acima. O Tomás ficou tão comovido (que é quando os olhos picam de lágrimas e um nó bom aperta a garganta), que foi a correr para a janela para ver se ainda ia a tempo de agradecer ao Pai Natal.

Lá longe, viu um trenó e um homem de barbas brancas a dizer-lhe adeus. O Tomás, naquela excitação, chamou a mãe:

— Mãe! Mãe! É o Pai Natal! A mãe consegue vê-lo?

— Claro que consigo — disse a mãe.

E conseguia mesmo.

Isabel Stilwell

Tatiana, a fada do Outono

20 novembro 2008



As crianças do Jardim de Infância gostaram do conto: "Tatiana, a fada do Outono".
Representaram-no, como verdadeiros artistas!


O SORRISO DO BONECO DE NEVE...

02 novembro 2008




Na sala do Jardim de Infância lemos a história "O Sorriso do Boneco de Neve". Os nossos ilustradores desenharam assim:



AS DIABRURAS DE TOM-TIT NO JARDIM DE INFÂNCIA...

30 outubro 2008

Tomé descobre emoções

21 outubro 2008







O que me faz sentir feliz é quando alguém me oferece alguma coisa, quando chega o Natal, o Carnaval e a Páscoa, quando o Sporting e o Porto perdem e quando o Benfica ganha.



O que me faz sentir triste é quando o Benfica perde e quando o Porto e o Sporting ganham e quando as outras pessoas não me compram nada.

Igor – 4.º Ano da turma da professora Cidália




Fico triste quando um dos meus amigos está triste, quando os meus pais não jantam em casa por causa do trabalho, quando a minha cadela morreu, quando a professora Manuela se foi embora e quando os meus pais discutem com a minha irmã.




Fico feliz foi quando namorei dois rapazes, quando brinco com a minha prima, quando os meus pais me dão carinho, quando os meus pais foram buscar outra cadela, quando a minha cadela me vem acordar para ir para a escola e quando tenho satisfaz.

Maria Teixeira - 4.º Ano da turma da professora Cidália




Fico triste quando os meus pais são viciados num jogo e então, fico muito tempo no meu quarto sozinha. Fico triste quando me chateio com a Maria e quando o Benfica perde.





Sinto-me feliz quando tenho amigos a apoiar-me nos momentos piores, quando tenho 100% no teste, quando estou entretida a ver um filme ou a brincar com qualquer coisa, quando faço um jogo com algum tempo e, assim, estou muito tempo divertida, quando estou no recreio a brincar com os meus amigos.
Estas são as coisas que me fazem sentir feliz ou triste.

Catarina Rolis - 4.º Ano da turma da professora Cidália




O que me faz feliz, são por exemplo, quando tenho a minha família reunida, as minhas primas que são muito divertidas e, também a minha tia. Eu fico muito feliz com o meu pai, mas às vezes, fico triste e não tenho paciência para nada quando ele combina uma coisa e não a faz.





Hugo Vito - 4.º Ano da turma da professora Cidália



Estou feliz quando a minha mãe me deixa jogar playstacion, gameboy, computador… Quando me compra aquilo que eu quero: gomas, carros… Quando vou ao Fórum Almada, quando almoçamos lá, lanchamos, jantamos, quando vamos ao Jumbo, às lojas com a minha mãe e quando vou ao parque.
Fico triste quando a minha mãe não me compra aquilo que eu quero, não me deixa jogar… Quando ralha comigo e me manda mais cedo para a cama.
Quando o meu irmão não me deixa sair com ele fico triste.

David Alexandre - 4.º Ano da turma da professora Cidália